Zero clique: quando o Google é seu concorrente - Aldeia Conteúdo

Zero clique: quando o Google é seu concorrente

06/02/2020

Cinco a cada cinco pesquisas sobre tendências para 2020 indicam alguma novidade relacionada com SEO como um dos assuntos que devem bombar no marketing digital nos próximos meses. Não por menos: hoje, mais de 100 bilhões de buscas são feitas no Google todos os meses e a busca orgânica no Brasil representa mais de 50% de todo o tráfego gerado na web. 

Em paralelo, o Google se movimenta ainda mais fortemente para entregar os resultados de buscas mais assertivos para cada uma dessas pesquisas. Bem se vê pela sua última grande atualização – o Google BERT em agosto de 2019 -, que trouxe importantes otimizações de semântica ao Google bot.  

Até aí só ótimas notícias para quem está focado há tempos em produzir o melhor conteúdo possível para cada termo/palavra-chave/assunto. 

Saber que o Google está sempre atento a todas as necessidades e preferências do usuário todos já sabiam. O que talvez a maioria não havia pensado é como essas necessidades viriam ao contrário do que nós – enquanto produtores de conteúdo e profissionais de SEO – gostaríamos. 

E é aí que precisamos falar de Zero Clique.  

O que significa Zero Clique 

Zero clique é o comportamento cada vez mais comum de usuários que fazem uma busca no Google, mas não clicam em nenhum dos resultados apresentados pelo buscador. Essa pessoa não deixa de clicar porque os conteúdos encontrados são de baixa qualidade. 

Os usuários não clicam porque, hoje, muitas vezes eles não precisam clicar para já ter a resposta para sua dúvida. Bem ali, na própria SERP.  

Pesquisa divulgada em agosto de 2019 pela Jumpshot revelou que mais da metade das buscas no Google (50,3%), no mundo, já eram zero clique. 

Pesquisa sobre busca no google

Não adianta espernear, reclamar e dizer o quão injusto o Google é. 

O que adianta é se colocar no lugar – para não usar aquela tão repetida palavra empatia. Nós, quando estamos no papel de usuários do Google, dezenas de vezes todas as semanas, queremos nosso resultado rápido, da forma mais prática possível. 

Agora, o Google, que tem como público-alvo o usuário final, vai otimizar seu mecanismo para quem está buscando ou para você, que está produzindo conteúdo e querendo conquistar a primeira posição? 

Nem é preciso responder, né?! 

Nesse ponto que estamos hoje. Com uma SERP cada vez mais dinâmica, diversificada de agora com o tema, com o histórico de busca do usuário e de preferência com as informações ali, na própria tela do Google. Por que? Porque é isso que o “cliente” do buscador quer. 

Vemos, então, a idade do Silvio Santos aparecendo antes mesmo de terminarmos a busca. 

Pesquisa dinâmica no google

A já antiga conhecida Posição Zero com ainda mais relevância – que agora já tira sua possibilidade de aparecer em um snippet padrão de acordo com a atualização de janeiro/2020 do Google Bot

Posição zero na página do google

 

A previsão do tempo em sua localização já no próprio campo de busca. 

Pesquisa dinâmica no google
E até aquela conta preguiçosa ali, bem nas pontas dos dedos. Sem precisar clicar em nada. 

Pesquisa de conta básica no google

Como pensar em SEO como tendência se as pessoas estão clicando cada vez menos? 

Por dois principais motivos: 

Presença de marca 

Para além de gerar cliques, estar no Google gera autoridade. Se o seu concorrente está aparecendo, mesmo que não esteja sendo clicado, é importante que você também esteja. 

Tráfego X Conversão

E em segundo ponto – e para mim o mais importante – porque o aumento do zero clique é proporcional ao aumento da qualidade do clique. 

Muito se fala em tráfego quando pensamos e trabalhamos com SEO. Mas, assim como em uma campanha PPC, precisamos lembrar que – por mais que um blog trabalhe muito mais com um público topo de funil do que o fundo de funil -, um clique hoje significa um usuário muito mais interessado em consumir determinado conteúdo do que o usuário que clicava cinco anos atrás. No final, importa mais pro nosso cliente um usuário qualificado, interessado, que valorize o conteúdo entregue e com potencial de conversão. 

Se é o que importa para o nosso cliente, é o que importa pra gente. Mesma lógica do Google. 

E o que fica é o dever de arrumar a casa para que esse clique tão difícil de ser conquistado encontre um site otimizado, um conteúdo completo e uma ótima experiência para que se torne uma visita recorrente.


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Nathalia Pompermaier
Por:
Nathalia Pompermaier